Galo desbanca “Rey de Copas” e é soberano na Libertadores

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Sem sofrimento, não é Galo. O lema da torcida foi levado até o último instante e, nos pênaltis, o Atlético conquistou a Libertadores pela primeira vez em seus 105 anos de história. O resultado foi conquistado com uma vitória por 2 a 0 sobre o Olímía no tempo normal, que levou  a disputa para prorrogação e pênaltis. Brilhou novamente a estrela de Victor, que defendeu a primeira cobrança e contou com a última na trave.

O jogo foi com muita emoção, muito sofrimento para a torcida atleticana. O time começou em alta velocidade e com R10 mostrando que queria jogo. Substituto de Marcos rocha, Michel apareceu bem na etapa inicial e fez diversos cruzamentos perigosos. Do lado do Olímpia, Alejandro silva e Salgueiro fizeram boas jogadas, mas Victor esteve seguro nos lances de maior perigo.

No segundo tempo, a entrada de rosinei melhorou o time e Jô marcou logo no comecinho. O gol animou o Galo que foi para cima, abandonando o esquema tático e apostando na vontade. Os paraguaios ainda perderam um gol feito, com Ferreyra driblando Victor fora da área e escorregando na sequência. Aos 41 minutos, o Atlético fez o segundo de cabeça com Leonardo Silva, levando o jogo para a prorrogação.

O Atlético seguiu melhor, empurrando o time paraguaio para a defesa e dominando amplamente os dois tempos. Réver chegou a acertar a trave de cabeça, mas o Olímpia foi valente e conseguiu segurar o resultado, levando a contenda para os pênaltis.

Nos pênaltis, Victor defendeu um e Gímenez bateu na trave para sacram,entar o primeiro título do Galo na Libertadores.

O Atlético termina os 14 jogos da competição com 9 vitórias, 2 empates e 3 derrotas, totalizando 64,3% de aproveitamento. O ataque marcou 29 gols, contra 18 sofridos pela defesa, saldo de 10. Já o Olímpia, no mesmo número de jogos, conquistou 8 vitórias, 2 empates e 4 derrotas. O ataque marcou 25 vezes, com 13 bolas nas redes de Silva.

O jogo

A partida começou dando mostras de que seria disputada até o fim. Com apenas dois minutos, Michel arrancou pela direita e cruzou.  A bola atravessou toda a extensão da grande área, passando na frente de Jô. Os dois times seguiram em alta velocidade, brigando por cada bola. Ronaldinho começou buscando o jogo, ao contrário do que se viu em Assunção e chegou a bater algumas bolas de fora da área com algum perigo. No embalo da torcida, o Galo pressionou, mas não conseguiu reverter em gols.

A torcida alvinegra tentava atrapalhar os paraguaios com apitos e cantava para empurrar o time. Com 15 minutos, o Olímpia começou a equilibrar a partida. Bareiro recebeu lindo lançamento na esquerda e entrou sozinho. Para a sorte da torcida atleticana, o jogador demorou muito para definir e permitiu que Victor saísse e fizesse a defesa. Alejandro Silva, autor do primeiro gol no Paraguai, estava sozinho dentro da área. A bola ainda pipocou na frente do camisa 1 atleticano e a defesa afastou. Ronaldinho ainda teve a chance no contra-ataque, mas demorou a soltar a bola, desperdiçando a jogada.

O Atlético sentiu o baque e começou a demonstrar nervosismo. A ponta direita começou a se mostrar a grande alternativa do time na etapa inicial. Com 19 minutos, Josué tabelou com Tardelli e apareceu livre. Ele cruzou no segundo pau. R10 cabeceou, mas a bola foi para fora.

Mesmo com a torcida a seu favor, o Atlético começou a ficar nervoso em campo. Com 21 minutos, Benítez empurrou Bernard. O meia alvinegro não ficou nada satisfeito com a situação e cuspiu na cara do jogador paraguaio. Após alguns instantes de confusão, os dois jogadores foram advertidos com o cartão amarelo. Três minutos depois, bela jogada alvinegra. Bernard recebeu na direita e, de primeira e de calcanhar, colocou Michel livre para cruzar para Tardelli. O camisa 9 tentou chegar, mas em vão.

Com cerca de 30 minutos, a partida perdeu em velocidade e os times passaram a trocar mais passes. Ronaldinho caiu de produção e o Atlético foi perdendo aos poucos o controle do jogo. Bernard, visivelmente alterado, dividiu feio com Aranda. Os dois entraram com o pé alto, mas foi o baixinho do Galo quem levou a pior. O camisa 11 chegou a ficar grogue por alguns instantes, após forte choque na altura das costelas e deixou o campo de maca.

Se as bolas pela ponta direita eram a grande alternativa do Galo, já que Júnior César praticamente não pegou na bola, Alejandro silva era o trunfo do Olímpia. Rápido, o camisa 3 recebeu belo lançamento de Salgueiro no bico esquerdo da grande área, cortou Leonardo Silva como quis e bateu fraquinho, de direita, para a sorte de Victor, que defendeu.

O Galo se perdeu em campo, com Cuca e a torcida nervosos. Ronaldinho passou definitivamente a errar passes. O jogo seguiu sem maiores lances de perigo até que o juiz apitasse o fim do primeiro tempo. Os jogadores saíram de campo com gritos de “Vamos lá” e “eu acredito”, enquanto caminhavam para os vestiários.

Segundo tempo

O Atlético voltou para o segundo tempo mais ligado e com mudanças. Após conversar com a equipe, Cuca promoveu a primeira alteração e colocou Rosinei na vaga de Pierre. A mudança deu certo e e logo no comecinho, o camisa 18 foi decisivo. ele cruzou da direita e Pittoni falhou feio. A bola sobrou para Jô que, como um verdadeiro centroavante, colocou a bola para dentro, fazendo explodir o Mineirão, 1 a 0 Galo!

O gol acendeu a torcida que voltou a cantar alto no Gigante da Pampulha, empurrando o time alvinegro. Com o resultado parcial, o time precisava de mais um gol que quase veio aos 5 minutos. Após cruzamento da direita de Bernard, Tardelli invadiu a área e passou para Jô que, de cabeça, quase conseguiu fazer mais um.

O gol trouxe os paraguaios para a defesa e fez o Atlético crecer em campo e dominar a posse de bola. O time passou a tocar melhor a bola e Jô cresceu de posição, conseguindo girar sobre a defesa e bater, mas sem direção  Com 14 minutos, o grito de gol quase saiu da garganta alvinegra. Michel alçou a bola na área e Leonardo Silva cabeceou alto. A bola viajou, passou por Martín Silva e explodiu no travessão. Mas nem tudo era flores. Pittoni lançou para a área, Ale Silva escorou e Salgueiro cabeceou sem direção.

O Olímpia parecia perdido em campo. O time paraguaio não consegue sair do campo de defesa e chega a errar até mesmo cobranças de lateral. Bizonho. O técnico tirou Ale sílva para a entrada de Gímenez, trazendo o time ainda mais para trás. Em cobrança de falta de R10, Leonardo Silva testou com firmeza para grande defesa de Martín. Na tentativa de fazer o segundo gol, Cuca tirou Michel para a entrada de Alecsandro, com 27 minutos.

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